Mês: Janeiro

Faixas favoritas: Life as we don’t know it; Ugly mystery; Collect; Jerk into joy.
Nunca escutei toda a discografia de TORRES com muita atenção, apesar de sempre ter gostado bastante de tudo que já ouvi, e com o What An Enormous Room, o sexto álbum da talentosa cantora e compositora, tive que me dedicar porque ele realmente exige muita atenção. Não é um álbum fácil de se ouvir e aconteceu algo que eu não esperava, de modo geral eu me decepcionei.
Apesar da produção do álbum ser bem sólida e confiante, afinal ela escreveu, gravou e produziu, e mesmo que ela também afirme com confiança a ambição de ser rock-star, ela não alcança esse feito tão grandiosamente. E olha que espaço não faltou, afinal ela tinha um enorme. Há muitos momentos de silêncio para uma rock-star.
A voz profunda da Torres se destaca em todas as faixas, ela tem essa autoridade que não pode ser negada, fora a grande intenção criativa que ela demonstra do início ao fim, mas nas oscilações das intensidades entre a agitação e suavidade, em momentos cruciais de várias faixas, ela acaba tornando a experiência do álbum em algo insatisfatório, porque o clímax se perde no ar, fica faltando, até porque não dá para se entender claramente algumas emoções expostas.
Não é que é um álbum ruim, é um álbum que decepciona porque tinha tudo para ser grandioso e se torna imemorável, com exceção de Ugly mystery e Collect.

Faixas favoritas: Sleepwalker; Maybe You’re The Problem; Ghost; Turn Off The Lights; One Of Us; Get Out Of My Heart; Cold As Ice.
Esta publicação da avaliação e opinião foi atualizada em 26/07/2023. A nota foi alterada de 78 para 92 e o texto original foi riscado mas não deletado para manter certa transparência aos leitores.
Apesar de ter gostado bastante do álbum na primeira vez que o ouvi, percebi que com o passar das outras reproduções que fiz algumas faixas ficaram básicas e sem sentido (para mim) quanto mais ouvi e com o passar do tempo as faixas cresceram dentro de mim.
A impressão que tenho é que nesse segundo álbum de estúdio da Ava Max tentaram usar da mesma fórmula que deu certo no álbum de estreia da cantora. E funcionou em partes bastante. Explico melhor minha opinião: no que diz respeito à parte da produção, vocal e uso de samples deu super certo, mas no quesito letras, aí não, acabou pecando, chega quase perto do álbum anterior na qualidade, faltou muito pra chegar perto do que ouvimos ser cantando no Heaven & Hell.
PS: A capa original era tão mais icônica e memorável.

























