Mês: Janeiro

Faixas favoritas: Tocotó; M.A.P.S.; Auxiliar; Magia En Benidorm; Giratutto; Despedida.
Não tenho muitos pensamentos ou opiniões sobre esse álbum, mas se tem uma coisa que eu não posso criticar é como essa capa é impecável! Criativa e muito bonita.
Mas sobre o álbum, achei morno e muito pouco envolvente. Não é ruim, apesar de soar muitas vezes imaturo, mas tinha potencial pra ser grandioso.

Faixas favoritas: Girl Feels Good, Perfect Stranger, Room of Fools, Sticky, Striptease e 24hr Dog.
Dance! Se entregue! Eusexua é o completo estado de euforia intensificada, é estar bem e ter completo controle sobre como seu corpo se expressa, sentindo todas as vibrações e energias internas e externas até o ápice do máximo tesão. Que êxtase! E que delícia!
Eusexua é uma verdadeira obra-prima que transcende os limites da música contemporânea com suas texturas sonoras ricas e complexas para nos guiar em uma jornada sensorial ousada repleta de profundidade emocional e de sensualidade.
Não são à toa os memes que dizem o Eusexua andar de mãos dadas com o Ray Of Light da Madonna e o Post da Björk.

Faixas favoritas: Damn; Wet & Wild; Tectonic; Party People; Angel Of Satisfaction; Switch; First.
O brat summer acabou, mas a cultura club e da dance music continua muito bem representada por novamente uma britânica. Entregando ora prazer ao máximo, ora introspecção, Rose Gray seguiu o ditado: quanto mais alto, melhor. Uma obra que captura a essência das noites e dos sentimentos do mundo moderno com influências nostálgicas pra lá do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000.
Eufórico e enérgico, com certeza começamos o ano muito bem e está no topo para os meus favoritos do ano.

Faixas favoritas: Punish; Vacillator; Housofpsychoticwomn; Pulldrone.
O álbum entrega uma sonoridade que eu, particularmente, não esperava para esse projeto. Totalmente drone (ambient). Hayden traz uma abordagem experimental que costuma fazer em seu outro projeto chamado Ashmedai, mas aqui como Ethel Cain, ela combina diferentes estilos e emoções, mesmo que de certa forma muito linear, com picos de grande impacto emocional. É de fato uma experiência sonora que pode parecer desconexa com o que a artista apresentou em seu álbum de estreia ou por quem não a conhece, e essa pode ser uma experiência estranha a princípio, ainda mais com o álbum massivamente longo em tempo de reprodução, são quase 1 hora e meia de sons. Vai fazer o scrobble???
Entre as faixas mais notáveis, Punish e Vacillator evidenciam a capacidade dela construir atmosferas muito densas e emotivas. Bastante empenhada em explorar temas sombrios, e pessoais, com tons introspectivos e melancólicos por meio de arranjos minimalistas. Outras composições de destaque são Housofpsychoticwomn e Pulldrone.
Housofpsychoticwomn se diferencia por entregar uma experiência quase teatral. Pulldrone se destaca por sua intensidade lírica quase quintessencial.
No geral, Perverts se destaca como um projeto MUITO ambicioso, que, apesar de não ser unânime em sua recepção, demonstra a disposição de Ethel Cain para explorar todas as possibilidades musicais com seu histórico de vida.

Faixas favoritas: Otherside; Fade; You Are; Gotta Get Home; Maniac.
Fico triste em não ter uma critica totalmente positiva para fazer de um álbum de estreia, Knock, Knock é só meio bom, mas tinha tanto potencial para ser bom demais.
Assim como em vários outros álbuns já publicados aqui no Gabcritic, Heather Russell explora em seu registro sobre amor, autoestima, solidão e esperança. Ela faz muito bem ao explorar seus sentimentos cantando com tons de pop, R&B, soul e jazz, mas não faz bem ao demonstrar quase que sempre superficialidade e clichês, em muitos momentos falta profundidade e a real interpretação do sentimento pela sua voz.
Alias, o controle vocal dela é simplesmente excepcional, sua voz é muito poderosa e versátil, ela atinge notas altas e baixas, tais características vão agradar mais ainda fãs de Ariana Grande e afins. Mas julgando a obra toda, a produção do álbum e principalmente das batidas de trap deixam o trabalho todo genérico e sem personalidade. Tudo fica muito previsível, imemorável. Em vários momentos ouvimos algo como a reciclagem dos mesmos elementos sonoros, não há nada de novo ou diferente.
Apesar de vários pontos negativos, Heather Russell mostrou que é versátil e criativa, mas que principalmente tem uma grande voz, e das boas, só faltou ser um pouco mais intérprete de suas próprias canções. Ela cativa, mas ao mesmo tempo pode decepcionar ouvintes que sempre têm altas expectativas.






















