Ano: 2025

Faixas favoritas: Damn; Wet & Wild; Tectonic; Party People; Angel Of Satisfaction; Switch; First.
O brat summer acabou, mas a cultura club e da dance music continua muito bem representada por novamente uma britânica. Entregando ora prazer ao máximo, ora introspecção, Rose Gray seguiu o ditado: quanto mais alto, melhor. Uma obra que captura a essência das noites e dos sentimentos do mundo moderno com influências nostálgicas pra lá do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000.
Eufórico e enérgico, com certeza começamos o ano muito bem e está no topo para os meus favoritos do ano.

Faixas favoritas: Punish; Vacillator; Housofpsychoticwomn; Pulldrone.
O álbum entrega uma sonoridade que eu, particularmente, não esperava para esse projeto. Totalmente drone (ambient). Hayden traz uma abordagem experimental que costuma fazer em seu outro projeto chamado Ashmedai, mas aqui como Ethel Cain, ela combina diferentes estilos e emoções, mesmo que de certa forma muito linear, com picos de grande impacto emocional. É de fato uma experiência sonora que pode parecer desconexa com o que a artista apresentou em seu álbum de estreia ou por quem não a conhece, e essa pode ser uma experiência estranha a princípio, ainda mais com o álbum massivamente longo em tempo de reprodução, são quase 1 hora e meia de sons. Vai fazer o scrobble???
Entre as faixas mais notáveis, Punish e Vacillator evidenciam a capacidade dela construir atmosferas muito densas e emotivas. Bastante empenhada em explorar temas sombrios, e pessoais, com tons introspectivos e melancólicos por meio de arranjos minimalistas. Outras composições de destaque são Housofpsychoticwomn e Pulldrone.
Housofpsychoticwomn se diferencia por entregar uma experiência quase teatral. Pulldrone se destaca por sua intensidade lírica quase quintessencial.
No geral, Perverts se destaca como um projeto MUITO ambicioso, que, apesar de não ser unânime em sua recepção, demonstra a disposição de Ethel Cain para explorar todas as possibilidades musicais com seu histórico de vida.






