Ano: 2024

Faixas favoritas: Burn; On Your Side; Beautiful Boy; Sinner; My Lady of Mercy; Portrait Of A Dead Girl; Nothing Matters; Mirror.
Prelude To Ecstasy é uma obra-prima musical que transcende as fronteiras do convencional. Li na internet algumas pessoas falarem que é uma banda formada por conveniência para um contrato com gravadora, talvez fossem só haters para desmerecerem mulheres que agora estão na indústria, e mesmo que seja, elas são muito boas no que fazem e há tempo eu não ouvia um álbum com uma fusão única de estilos e uma habilidade excepcional para criar essas atmosferas envolventes. Cada faixa desse álbum é uma jornada massa! Desde os arranjos que me lembram músicas folclóricas e medievais, até as letras profundas, reflexivas, críticas e desabafos, na verdade acho que as letras são tão mais importantes do que os arranjos nesse álbum.
Elas realmente demonstraram para o que vieram logo no álbum de estreia, e já era de se esperar desde o single de estreia, Nothing Matters, que tem sido a muito tempo meu hino para dirigir e gritar a letra com todos os meus pulmões. Se você nunca fez isso, recomendo.
Antes de finalizar essa rápida avaliação, quero destacar os versos iniciais de Beautiful Boy: “The best a boy can ever be is pretty / He launches ships on which he sails to safety / And what I’m feeling isn’t lust, it’s envy / He has the Earth, makes love to her to spite me”. Não tenho mais nada a acrescentar.
E sabe qual é o desfecho desse que não é apenas um álbum, é uma obra de arte sonora que merece ser apreciada e celebrada? O êxtase extremo e só melhora a cada novo play!

Faixas favoritas: Can’t Tame Her; On My Love; Ammunition; None Of These Guys; You Love Who You Love; Nothing; Venus.
A princesa do pop sueco entregou mais uma vez o puro suco do pop escandinavo carregado de sintetizadores que te fazem mexer, às vezes mesmo nem sem saber o porquê. O álbum pode ser bem previsível, mainstream e divertido. Ela repetiu a fórmula do pop perfection? Sim, e tá tudo bem, porque não é fácil ser uma popstar veterana na indústria. E tem aquele outro ditado que diz “não se mexe em time que está ganhando”, e olha que o time da Zara sempre foi dos bons, desde produtores estourados e compositores de mão cheia, e dessa fiquei impressionado ao ver a ficha técnica da obra e descobrir que metade do álbum foi produzido por Rick Nowels (Lana Del Rey, Marina, Lykke Li).
O álbum começa com a explosiva e provocativa Can’t Tame Her, um dance-pop com sintetizadores pulsantes e que mesmo assim a voz poderosa da Zara se destaca em meio à toda instrumentação energética. Mas a que mais se destacou para mim foi a faixa-título Venus, escrita por Violet Skies (que é uma cantora-compositora talentosíssima) e Rick Nowels, essa não é só uma das melhores do álbum como uma das melhores faixa-título que já ouvi. Essa acabou se salvando da maldição da faixa-título, o que não acontece com a maioria dos álbuns por aí.
Música pop pode muitas vezes soar genérica, mas a personalidade e presença da Zara está por toda a obra, então pode dar play mil vezes que você não vai se arrepender. Confia!

Faixas favoritas: Life as we don’t know it; Ugly mystery; Collect; Jerk into joy.
Nunca escutei toda a discografia de TORRES com muita atenção, apesar de sempre ter gostado bastante de tudo que já ouvi, e com o What An Enormous Room, o sexto álbum da talentosa cantora e compositora, tive que me dedicar porque ele realmente exige muita atenção. Não é um álbum fácil de se ouvir e aconteceu algo que eu não esperava, de modo geral eu me decepcionei.
Apesar da produção do álbum ser bem sólida e confiante, afinal ela escreveu, gravou e produziu, e mesmo que ela também afirme com confiança a ambição de ser rock-star, ela não alcança esse feito tão grandiosamente. E olha que espaço não faltou, afinal ela tinha um enorme. Há muitos momentos de silêncio para uma rock-star.
A voz profunda da Torres se destaca em todas as faixas, ela tem essa autoridade que não pode ser negada, fora a grande intenção criativa que ela demonstra do início ao fim, mas nas oscilações das intensidades entre a agitação e suavidade, em momentos cruciais de várias faixas, ela acaba tornando a experiência do álbum em algo insatisfatório, porque o clímax se perde no ar, fica faltando, até porque não dá para se entender claramente algumas emoções expostas.
Não é que é um álbum ruim, é um álbum que decepciona porque tinha tudo para ser grandioso e se torna imemorável, com exceção de Ugly mystery e Collect.
















