Ano: 2024

Faixas favoritas: Home Alone; The Princess; ooh; Anxious; Ex-Girlfriend; Toxic; My Day Off.
É incrível como Erika de Casier com sua voz suave, que chega a soar macia, consegue com produções sofisticadas e primorosas criar uma atmosfera calorosa, confortável e agradável, misturando tons melancólicos e sensuais durante todo o tempo de execução do Still. Poucas tem esse talento e Erika sabe como explorar o que tem dentro de si realmente da melhor maneira.

Faixas favoritas: What Happens Now?; Drown me; Austin; Even Cowboys Cry.
Como é bom ouvir um álbum country coeso do início ao fim. Em What Happens Now?, Dasha canta sobre seus sentimentos sobre relacionamentos amorosos com uma habilidade incrível de transmitir suas emoções de forma que mesmo sem nunca tenha vivido algo parecido você se identifica. Com letras que fluem de maneira fácil e melodias descomplicadas acompanhadas sempre do violão, você canta junto de primeira porque sente que sabe as letras de cór.
O ponto alto do álbum está igualmente presente em duas faixas: Drown Me, sobre uma sensação de resignação e aceitação de um ciclo de comportamento destrutivo em um relacionamento, e Austin, a história de um relacionamento que deveria levar a um novo começo em uma nova cidade, mas desde que promessas foram quebradas e a decepção e o abandono tomam conta pela forma forma abrupta e desconhecida por parte de seu amado, mesmo que Dasha saiba que pelo menos ela saí sendo a melhor dessa situação.
Relacionamentos, sonhos e promessas nem sempre saem como planejado, mas agora que estamos mais velhos, o que acontece agora?

Faixas favoritas: God in a Dress; How You Leave A Man; Bad Woman; Let It Ride; Eat Shit and Die; Hate When You’re Happy; I Am Enough.
Paloma Faith mais uma vez entrega uma obra-prima emocional que mergulha e banha-se na tristeza e melancolia de uma forma deleitosamente libertadora, profundamente pessoal e brutalmente honesta. A cada agudo da sua voz poderosa, unida aos cantos de um coral, Paloma nos deixa imersos em uma jornada musical que mistura uma sensação de vulnerabilidade com uma força inabalável, afinal essa é mesmo a glorificação da tristeza em sua na visão, explorando o amor perdido, o fim, a solidão e chegando até ao autodescobrimento. Um álbum que captura a complexidade das emoções humanas através de si, e preparada para até mesmo dançar na pista.
The Glorification of Sadness também se destaca por sua produção rica em letras e texturas em que Paloma e seus colaboradores sabem fazer, mas sempre com um toque inventivo, combinando um pouco de soul aqui, um pouco do pop britânico ali, um pouco do eletrônico acolá, e até mesmo os interlúdios que soam mais como poesia não conseguem quebrar o fluxo do álbum, a obra exalta uma atmosfera luxuriante e envolvente.
Que Paloma Faith demonstra uma habilidade excepcional para transmitir emoção através de sua música, nós nunca tivemos e nem teremos dúvida, mas The Glorification of Sadness soa poderoso e memorável (um pouco diferente do Infinite Things, lançado em 2020), cantando desde suas vulnerabilidades, angústias e resignação até a celebração da feminilidade, tomando a essência da autoafirmação e do amor próprio. Ela carrega o peso do mundo no peito, ela é um deus em um vestido, e você?

Ouça por sua conta em risco.
Não tenho nenhuma faixa favorita ou que eu ache minimamente interessante. Eu já não gostava do Slut Pop, esse segundo volume foi mais do que desnecessário, porque o trabalho se perde novamente na tentativa se ser transgressivo e inovador. Aliás, é o contrário, é massivamente entediante e bem mais do mesmo desde que Kim Petras encontrou sua zona de conforto e decidiu não fazer mais nada diferente, nem mesmo descontinuar a parceria com um certo produtor que não devo mencionar neste site.
Tudo bem que visualmente a temática sexual explicitamente apelativa faz nossos olhos brilharem porque é impossível virar pro lado e não dar uma espiadinha, mas o uso dessa linguagem vulgar é só mais uma tentativa desesperada de chocar do que uma expressão artística genuína, tornando a obra realmente mais vazia ainda, talvez um desastre.
As batidas repetitivas e previsíveis em todas as faixas tornam a experiência monótona e chata, porque não conseguem criar um impacto duradouro, e dentro de toda a temática que Kim nos apresenta, assim como na vida real, ser precoce é terrível.
Infelizmente esse álbum não vai ser esquecido tão cedo, assim como seu volume antecessor.

Faixas favoritas: Push It Down; Slippin Away; If I Don’t Laugh I’ll Cry; PMO; Worship; On and Off; Hater.
As letras e instrumentais do Digital Heartifacts são verdadeiramente excepcionais, principalmente para um álbum de estreia. L Devine conseguiu fazer uma abordagem que se assemelha com bedroom pop soar como uma grandiosa obra pop-rock com toques de eletrônica. Algo diferente do que ela fez em seus EPs anteriores, que eram bem pop e flertavam bastante com o hyperpop.
Poéticas e com significados, as letras adicionam camadas de profundidade às faixas e tornando a experiência mais enriquecedora com as narrativas mais introspectivas ao abordar sobre amor, autodescoberta e resiliência.
Na dedicatória aos ouvintes, Devine diz: “espero que [o álbum] lhe dê uma ideia de quem eu sou, como meu mundo soa e como penso e sinto. E espero que se torne uma trilha sonora e uma companhia para você nos momentos em que sua vida parecer igual”, e realmente, sinto esse álbum como algo que estará comigo em vários momentos, sempre que eu precisar.






















