
Faixas favoritas: Racer; Don’t Look at Me Like That; Last Man Standing; Running to You.
A cena australiana sempre surpreende e entrega música de extrema qualidade pra gente sair do eixo EUA-UK… Com um segundo EP cheio de de BOPs e bangers fantásticos, Blusher impressiona com sons, letras e principalmente ganchos emocionalmente afiados. É enérgico, é melódico, é empolgante, é grandioso.
Se no EP de estreia elas fizeram uma apresentação cheia de brilho juvenil e promessas dançantes (Should We Go Dance?, de 2023), agora elas correm num lirismo de tom agridoce, mas pulsante e explosivo. Apesar do trio já fazer música num tipo vibe clubber desde antes mesmo do brat, é compreensível compará-las como se as Haim fizessem um som Charli xcx, mas eu compararia também até aos sumidos CHVRCHES.
A faixa-título, Racer, cheia de sintetizadores que soam como um jogo de corrida noturna futurista em pixels brilhantes, se envolve numa produção nostálgica sem ser presa ao passado com vocais atmosféricos que ditam a estética acelerada e sonhadora de todo o disco.
Last Man Standing é a joia do EP, para mim. É um hino que equilibra emoção e adrenalina. Uma balada disfarçada de pista de dança, “When they’re sweeping up the club / And the lights are coming up / I’ll be your number one, the last man standing“.
Blusher não está mais indo dançar, elas já estão comandando a festa e a pista.